Cultura Espiritual

Diferenças entre razão e símbolos

Em nossas atividades corriqueiras, não nos damos ao trabalho de estabelecer as diferenças entre nossos raciocínios e nossos símbolos. Não obstante, há uma diferença de natureza tão grande entre eles que vale a pena distingui-los. Sendo ambos produtos de nossa capacidade mental, verificamos que enquanto a razão opera em nível demonstrativo, nossos símbolos operam em nível heurístico, isto é, de criatividade virtual.

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Caráter trinitário das formas

A caracterização de cada ser ou objeto passa pela nossa capacidade de intuir a feição própria de cada coisa. Na variedade de nossas intuições mentais, as formas constituem o resultado espontâneo de nossa espiritualidade. Isto se dá em três fases, formadas, em primeiro lugar, pela unidade dos aspectos percebidos; em seguida, pela dualidade existente entre o eu e as coisas; e em terceiro lugar, pelo efeito simbólico que gera aquela percepção. São exemplos expressivos: o rosto de Cristo apreendido na disposição das nuvens; as cores que formam a pintura, etc.

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As dimensões perspectivas do Eu

O eu, consciência de si, vivência e conhecimento, realidade anátomo-fisiológica de corpo e reações psíquicas, não pode ter, pela análise da ciência, uma resposta supostamente simples, em virtude de que aquilo que o constitui, não se enquadra num só paradigma, seja ele físico, social ou puramente psicológico.

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A trindade virtual do amor

Os cientistas observam, desde o mundo infra-atômico, que há, na Natureza, duas forças básicas, uma de atração e outra de repulsão orientando a dinâmica da criação e destruição de tudo. Na verdade, é graças ao equilíbrio tenso entre essas forças oponentes que se mantém a harmonia aparente de todo o orbe astronômico, como nos demonstraram EINSTEIN e como já haviam notado, muitos séculos antes, os filósofos gregos PARMÊNIDES e ANAXÁGORAS.

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A perspectiva sexual do amor

Abordar os aspectos sexuais do amor constitui-se numa tarefa assaz complexa, por envolver biologia, psicologia, valores e até a religião. Seus impulsos irresistíveis, contudo, parecem encontrar fundamentos na astúcia da Natureza, que vela desesperadamente pela continuação da espécie. Assim, considerado em nível puramente biológico, o instinto sexual realiza a forma menos nobre do amor, pois dependente que fica, desde o início, dos impulsos hormonais.

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A matéria da matéria

Perguntar pela natureza da matéria significa abordar um tema ao mesmo tempo muito próximo de nós (todos somos formados de matéria), mas também de elevado cunho científico (pois este é um problema de grande complexidade, por envolver a totalidade da natureza do Universo). Por causa disto, tanto filósofos como cientistas ou mesmo místicos sentem-se autorizados a tecer comentários sobre o assunto.

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A gênese dos processos simbólicos

Os símbolos não são apenas objetos ou paradigmas. Na verdade, eles podem ser considerados a categoria fundamental geratriz de nossos conhecimentos, por representarem todas as nossas percepções da realidade, sejam elas ideias, palavras, emoções ou fórmulas matemáticas. Produtos de nosso espírito, os símbolos se nos apresentam criativos, lógicos, emotivos e/ou comportamentais, tudo dependendo da forma como nossa sensibilidade os estruturam.

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A experiência extática do espírito

O Espírito, apesar de muito semelhante à alma, com esta não se confunde. A alma (hebraico: nephesh; grego: psyche; latim: anima) é o que mantém o corpo vivente, o princípio interior que faz a pessoa possuir determinadas características subjetivas. É indicativa de individualidade vital. Por isso, quando separada do corpo, pela morte, fica incompleta até reencontrar-se com o seu primitivo corpo (segundo Aristóteles). Por outro lado, para Platão, ao contrário, porque a alma pertence ao reino das formas puras, depois da morte, pode circular livremente no mundo substancial das essências.

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