Cultura Espiritual

A escalada da espiritualidade

Alcançar o convívio com o Espírito é um privilégio concedido a poucas pessoas. Acontece que este convívio, sendo uma experiência extática, exige de nós algumas condições especiais, que infelizmente a maioria das pessoas não consegue alcançar, sejam porque não lhes é concedida a graça (o Espírito “sopra” onde quer), seja porque não conseguem desenvolver a ascese necessária àquela conquista.

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A compreensão do saber

Observa-se que, diferentemente dos animais, que agem movidos apenas por suas características biológicas, o ser humano atua na natureza de forma consciente, abstrata e simbólica, o que o torna criador de conhecimentos, teorias, mitos e crenças que ultrapassam os limites de suas contingências, sejam naturais ou biológicas, sejam históricas ou culturais.

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NICOLAU MAQUIAVEL - O Príncipe

Maquiavel reflete o espírito do Renascimento em três de suas características essenciais: ao acentuar, e mesmo exagerar, o papel dos líderes, traduz o relevo particular que a época empresta ao indivíduo; ao preocupar-se com a ação, inspira-se no sentido renascentista voltado para o dinamismo, em contraste com a era medieval, no qual o imobilismo do espaço se sobrepunha ao ritmo do tempo; e, ao retornar…

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IMMANUEL KANT - Textos Seletos

1) Trata-se da coletânea de 7 textos retirados da edição alemã de Wilhelm Weischedel: Immanuel Kant, Werke in sechs Bänden, Wissenschaftliche Buchgesellschaft, Darmstadt, 1956-1964, com tradução do original alemão por Raimundo Vier (os prefácios da Crítica da Razão Pura) e os demais tradução de Floriano de Souza Fernandes, com a introdução geral a cargo de Emmanuel Carneiro Leão. 2) Com o título Ideologia, filosofia e…

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RENÉ DESCARTES - O Discurso do Método

1) Primeira Parte: A Dúvida Metódica – O bom senso é coisa bem partilhada entre os homens. – Nossos erros não provêm de diferenças racionais, mas sim pela forma com que conduzimos nossa razão, “pois não é suficiente ter o espírito bom, o principal é aplicá-lo bem”. – Descartes se considera feliz por ter encontrado um método autêntico de descoberta da verdade. – Contudo, não…

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ARISTÓTELES - Ética a Nicômaco, Livro III

1) Aristóteles, agora aborda as possíveis diferenças entre as ações voluntárias e as involuntárias, estas últimas caracterizando aquelas ações que ocorrem ‘sob compulsão ou por ignorância’. Sem dúvida há muitas situações práticas nas quais nos encontramos envolvidos, que por ignorância ou contingência, as praticamos involuntariamente, p.ex. deixar de pagar uma dívida por falta de dinheiro, pressão de necessidades fisiológicas, descarte de um bem por incapacidade…

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ARISTÓTELES - Ética a Nicômaco, Livro II

1) A virtude se diz intelectual e moral. A primeira se desenvolve através do ensino, exigindo longo percurso; já a virtude moral depende do hábito (ethos), conforme a etimologia da própria palavra. Ressalta-se que as virtudes intelectuais ou morais não são produto da Natureza, cujas leis são determinísticas. Ora, nós somos produtos da Natureza, o que implica considerarmos que somos adaptados pela Natureza a desenvolvê-las.…

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MAURICE MERLEAU-PONTY - Conversas: 1948

O mundo percebido e o mundo da ciência O mundo que percebemos e que nos parece o mais evidente não passa de uma falsa aparência. De fato, depois dos esforços da ciência moderna, chegou-se à conclusão de que, sob os fenômenos mais corriqueiros, repousa um emaranhado de corpúsculos e ondas eletro-magnéticas de alta complexidade. Isto demonstra que o ser humano, se quiser compreender a realidade,…

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MAURICE MERLEAU-PONTY - Einstein e a Crise da Razão

Maurice MERLEAU-PONTY, pensador francês falecido em 1961, em um resumo sobre Einstein e seus dilemas intelectuais como cientista, nos brinda com uma bela digressão filosófica sobre a crise da razão clássica, como sempre fora entendida pela grande maioria dos pensadores, desde os gregos. As ideias principais estão assim formuladas: Às pretensões de hegemonia da razão para resolver os problemas do mundo, ao tempo e modo…

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