O Espírito, protagonista da 4ª dimensão
Todos nós estamos familiarizados com as três dimensões de nossa sensibilidade, que nos permitem a percepção dos diferentes objetos: comprimento, largura e altura são os paradigmas lógicos que nos capacitam ao exercício de nossos sentidos corporais, moldando assim todos os contornos passíveis de serem observados.
Isto não obstante, percebemos também a existência de um universo vivo, simbólico e virtual, uma quarta dimensão da realidade que está acima de nossos cinco sentidos, moldando um mundo abstrato mas nem por isso menos real, que se situa além do tempo e do espaço, constituindo o universo do pensamento, das ideias e das causas, da ética e da cultura, dos valores e dos objetivos, aspirações e propósitos de tudo que existe.



Resulta assaz estimulante a intuição mística criada pelo pensador francês NICOLAS MALEBRANCHE (1638-1715), segundo a qual Deus ocupa um lugar de destaque em nossa psique, mantendo nossa vida, resumida em sensibilidade, imaginação e racionalidade (Nós vemos todas as coisas em Deus). Tal ocasionalismo nos dá assim a garantia de nossa importância como seres viventes, confirmando a afirmação de São Paulo no areópago: “NEle vivemos, nos movemos e existimos”(At: 17, 28). Sem dúvida, a única forma de resgatarmos a dignidade humana será através de sua vinculação essencial a algo divino, depois que DARWIN nos igualou a meros macacos que evoluíram (sic)!