Renascer da morte é um desejo que a cultura humana desde muito cedo consolidou. Este desejo é produto de nossa espiritualidade, presente em todas as manifestações religiosas, desde o alvorecer oriental até o Cristianismo ocidental. Expresso de diferentes maneiras, o problema consiste em como verificar suas condições de fato, o que tem sido obtido por diferentes perspectivas mas que, no fundo, se destinam a obter o mesmo resultado, a sobrevivência.

Pelo lado cristão, é fato evangélico de que a nossa sobrevivência está assegurada, similarmente como ocorreu com a ressurreição de CRISTO, nosso redentor. Também, pela Sua Graça a nós concedida, como Ele procedeu no milagre da sobrevida de Lázaro, CRISTO é a ressurreição e a vida, como nos assegura S. JOÃO em seu Evangelho (cap 11-25 e 26).
Do lado leigo, há uma tradição milenar que assegura nossa sobrevivência pós-morte, seja pela ideia de um universo cíclico, com PITÁGORAS, seja pela tradição do budismo, que nos assegura a reencarnação como uma forma de penitência, até que nossas faltas sejam todas purgadas. Em acréscimo, com a contribuição do espiritismo de ALAN KARDEK, estão os médiuns em contacto frequente com as almas, através de poderes telepáticos.
Em países do Oriente, há testemunhos frequentes de pessoas que se lembram de suas vidas anteriores, em relatos cheios de emoção e clarividência, aparentemente isentos de falsidade. Em acréscimo, a partir do fato de que os santos não necessitam de reencarnação, por já se encontrarem ressuscitados e não possuírem nenhuma dívida a resguardar, é uma indicação forte de que há consistência lógica na tese de que reencarnar é uma contingência, uma espécie de castigo a quem não mereceu ainda entrar na bem-aventurança do céu, como um purgatório.
Pelo lado de nossa psique, nossa sobrevivência após a morte é desejo que todos possuímos, como uma consequência natural do pós-viver, nos assegurando uma certeza ínsita em nossa subconsciência, a partir do fato de que na Natureza nada termina, restando em contínua transformação. A presença em nós de um Espírito nos transparece como uma certeza de que nada termina.
Em conclusão, o fim de nossa vida parece mais um rito de passagem, na qual nossa entrada num reino de felicidade é consequência mística, a partir de nossa origem como seres criados por DEUS. Quebrando uma tradição de dúvida, só a graça de CRISTO nos concederá uma entrada repentina de nossa alma no reino que Ele mesmo prometeu, como foi sua mensagem ao bom ladrão, São Dimas.
